uma entrevista com David Harvey

“As crises não são acidentes, mas fundamentais para o funcionamento do sistema. O capital não resolve as crises, mas as move de um lugar para o outro. Elas mudam geograficamente. Muda também a parte da economia que a crise atinge.”

O geógrafo David Harvey concedeu uma entrevista à Folha. Tratou de temas importantes da atualidade como crise econômica mundial, projeção da extrema direita e dos nacionalismos. O geógrafo falou também sobre novas alternativas políticas.

Para quem tiver paciência, entrevista completa em http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1053440-perpetuacao-da-crise-ajuda-ricos-aponta-geografo-marxista.shtml

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uma reflexão… novos movimento políticos e sociais

Uma mídia conservadora e sem comprometimento social teima em criminalizar movimentos políticos e sociais diversos. Pode ser o MST ou o MTST no Brasil; pode ser o Occupy Wall Street ou o movimento dos estudantes no Chile.

Um aspecto preocupante da forma como esses movimentos são apresentados (ou analisados) pela imprensa é o elogio à falta de lideranças ou de ideologias. Ora, um movimento sem lideranças, organização interna ou formas de ideologias sistematizadoras das ações de curto e longo prazo está fadado ao fracasso, ao anonimato eventual.

Claro que não quero louvar as leituras dogmáticas que muitos comunistas sempre fizeram. A ação política demanda constante crítica à realidade que almejamos transformar. Mas essa ação política nunca pode abrir mão da organização que fortalece a ação.

Acompanhando essa crítica à falta de organização dos movimento, veja o duro golpe (talvez definitivo) que o Occupy London sofreu:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2012/02/28/manifestantes-do-occupy-acampados-em-londres-sao-retirados-a-forca.htm

Por sua vez, o Occupy Wall Street já busca alguma forma de estruturação interna:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1052084-movimento-occupy-planeja-conferencia-na-filadelfia.shtml

Abraços a todos!

para relaxar…

Duas animações do Oscar:

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore (vencedor: Oscar 2012)

Day and Night (indicado: Oscar 2011)

É, Rodolfo… Esse ano não teve para ninguém…

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novos fluxos migratórios

Agora resta analisar esses novos fluxos migratórios sem ufanismo e sem xenofobia.

Megaobras transformam Rondônia em pólo de atração de imigrantes do Haiti

Fugindo das dificuldades causadas pelo terremoto de 2010, haitianos veem oportunidades geradas pelas hidrelétricas do Rio Madeira

A Odisseia brasileira

Com o país no quinto ano seguido de recessão, 1 milhão de desempregados para uma população de 11 milhões de habitantes, os gregos procuram oportunidades além-mar. Trata-se de uma nova onda em um país cuja história é marcada pela emigração. Desta vez, a novidade é que a maioria é de técnicos altamente qualificados, alguns com pós-graduação nos principais centros universitários do planeta. Em sintonia com a crise e ao contrário de seus predecessores, eles elegem os BRIC como destino final, em vez de Londres, Roma ou Nova York.

Artigo completo em http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-odisseia-brasileira/

Abraços a todos!

direitos humanos: uma moeda de troca na política internacional

Os ataques contra as forças líbias objetivavam a “proteção” das populações civis. No Iraque e no Afeganistão, alguns anos antes, os motivos eram os mesmos “direitos humanos”. Agora talvez seja a vez da Síria. Lamentável ter sempre que usar a expressão direitos humanos entre aspas…

Leiam o artigo da Carta Capital

A Itália não pode devolver refugiados

A Corte Europeia de Direitos Humanos considerou, na quinta-feira 23, a Itália culpada por violar os direitos de 11 imigrantes somalis e 13 eritreus que tentaram entrar no país ilegalmente. Eles faziam parte de um grupo de 200 pessoas que partiu em três barcos da Líbia e foi enviado de volta ao país africano em 2009.

Artigo completo em http://www.cartacapital.com.br/internacional/a-italia-nao-pode-devolver-refugiados/

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enquanto isso, na Líbia…

A lógica de “guerra preventiva” ou de “guerra humanitária” não resiste ao menor esforço de crítica. Rapidamente a Líbia saiu dos noticiários, como se a derrubada e morte de seu presidente resolvesse todos os problemas. Khadafi saiu e os problemas parecem os mesmos. Afinal, se a democracia vendida pela imprensa ocidental é boa, ela não pode ser implementada com ataques aéreos da OTAN e rebeldes “democratas” com artilharia anti-aérea em caminhonetes surradas. É uma estranha busca de democracia por EUA, Reino Unido e França que, como primeira medida pós Khadafi, regularizou as exportações líbias de petróleo e acordou a privatização do setor neste país.

Mas para onde foram as manchetes de jornais sobre direitos humanos na Líbia? Para onde foram os “blogueiros” que denunciavam as atrocidades na ditadura Khadafi ? Foram, talvez, para a Síria…

Diz a reportagem da Carta Capital: “ONG diz que milícias que ajudaram a derrubar Khadafi espalham violência na Líbia”

Reportagem completa (e bastante curta) em: http://www.cartacapital.com.br/internacional/ong-diz-que-milicias-que-ajudaram-a-derrubar-khadafi-espalham-violencia-na-libia/

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