soberania alimentar, agronegócio e danos socioambientais

Para quem tiver paciência, trata-se de um bom artigo sobre o comportamento do agronegócio no Brasil em suas implicações socioambientais e suas relações com o governo e a mídia.

(…) o avanço do agronegócio não ocorre de maneira harmônica. Seu desenvolvimento é marcado por muitos paradoxos, entre os quais o aumento da insegurança alimentar e da desigualdade social, dos conflitos no campo e da destruição ambiental.

O artigo pode ser lido em: SOBERANIA ALIMENTAR COMO ALTERNATIVA AO AGRONEGÓCIO NO BRA…

Uma boa leitura em meio às discussões sobre o Novo Código Florestal.

Abraços a todos!

vídeo: agronegócio e código florestal

Olá!

Aqui está um vídeo sobre a inserção do agronegócio do Brasil no cenário externo e sua relação com o financiamento público e as pressões sobre o Novo Código Florestal.

“De onde vem a força do agronegócio?” mostra, de maneira didática, quem ganha e quem perde na estruturação e financiamento do agronegócio brasileiro. O vídeo foi lançado na quarta-feira (29/2) durante café-da-manhã da Frente Parlamentar Ambientalista, na Câmara dos Deputados.

Baseado em análise das pesquisadoras Regina Araujo, doutora em geografia pela universidade de São Paulo, e Paula Watson, também formada em geografia pela USP, o vídeo é a expressão gráfica da análise textual. 

(…)

“Grandes agricultores querem fazer a sociedade crer que a produção agrícola brasileira, entre as potências agrícolas, fazem do agronegócio o porto- seguro da economia brasileira. No entanto nosso modelo agrícola não é ambientalmente sustentável, não favorece a sociedade, a agricultura familiar e colocará em risco grande parte da biodiversidade , risco que hoje é controlado pela legislação ambiental brasileira. Daí o interesse em alterar o Código Florestal e favorecer ainda mais o grande agricultor”, mostra a animação.

(retirado de http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?30743)

Abraços a todos!

A cultura como campo de combate

Safatle escreveu na Carta Capital.

Um dos fenômenos sociais mais importantes dos últimos anos é a transformação da cultura e da modernização dos costumes em setor fundamental do embate político. Durante os anos 1970 e 1980, a cultura fora um campo hegemônico das esquerdas. Este não é mais o caso. Há de se perguntar o que ocorreu para encontrarmos atualmente um processo de politização da cultura por parte, principalmente, de representantes da direita.

Poderíamos dizer que a direita do espectro político teria compreendido que a população, em especial as classes populares, é naturalmente conservadora nos costumes, pois avessa a questões como aborto, casamento homossexual e políticas de discriminação positiva. Da mesma maneira, ela seria conservadora em cultura, pois mais sensível ao peso dos valores religiosos na definição de nossas identidades e de nossos “valores ocidentais”. É possível, porém, que o movimento em questão seja de outra natureza.

artigo completo em http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-cultura-como-campo-de-combate/