segurança alimentar…

Olá!

seg alim

Segurança Alimentar e Nutricional é a garantia do direito de todos ao acesso a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente, com base em práticas alimentares saudáveis e respeitando as características culturais de cada povo, manifestadas no ato de se alimentar. Esta condição não pode comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, nem sequer o sistema alimentar futuro, devendo se realizar em bases sustentáveis. É responsabilidade dos estados nacionais assegurarem este direito e devem fazê-lo em obrigatória articulação com a sociedade civil, dentro das formas possíveis para exercê-lo. (Renato Maluf e Francisco Menezes)

A produção agrícola viciada pelas necessidade de mercado se afasta das condições de Segurança Alimentar. O resultado: a fome e a pressão social em várias sociedade.

O mundo pode estar prestes a entrar numa era de insegurança alimentar permanente

Abraços a todos!

Nem 3,20 nem 3,00 reais

Olá!

Segue um texto de Ana Fani Alessandri Carlos

Foi retirado do blog geometropole.blogspot.com.br/

Nem 3,20 nem 3,00: o problema é bem mais complexo.

A porcentagem de população que esta abaixo da linha da pobreza diminui, no Brasil, mas uma parte significativa da população da metrópole paulistana vive com salários irrisórios aonde a concentração exacerbada da riqueza separa e segrega com violência (a violência como conteúdo da urbanização, que não aparece nos jornais, nem ganha espaço nos noticiários). Em São Paulo, no ano de 2010, 36,4% da população recebia até 2 salários mínimos. Numa metrópole que se reproduz aumentando cada vez mais o deslocamento casa/trabalho e a fadiga do percurso (subtraindo o tempo do lazer e do descanso), o preço e a qualidade do transporte (aliado políticas urbanas que expulsam os pobres das áreas centrais de metrópole) limita a realização da vida. Daí as cenas dos transportes insuficientes, lotados transportando por horas à fio, trabalhadores apinhados como gado, que vivem amontoados nas periferias desurbanizadas. Já a vida cotidiana se apresenta, tendencialmente, invadida por um sistema regulador, em todos os níveis, que formaliza e fixa as relações sociais reduzindo-a a formas abstratas limitando os usos do espaço diluindo direitos de acesso à metrópole como um todo.

Matar a fome, dar acesso precário à moradia, permitir o ir e vir com altos preços e pouca qualidade não é construir as condições necessárias à realização do humano, é apenas esboçar “direitos” que asseguram a legitimidade da expropriação infinita e sempre reposta da desigualdade socioespacial. Deste modo a prática espacial na metrópole aponta o empobrecimento e a deterioração da vida social que é fonte de privação diante da extensão da mercantilização que vai junto com a privatização do mundo. Portanto, a situação do cidadão reduzido às condições de mera sobrevivência aponta a destituição do sentido da vida e da dignidade humana e realiza a desigualdade como seu fundamento.

Assim o processo de urbanização é condição mas também produto da realização do processo de crescimento, sob a lógica e racionalidade, que sustenta uma sociedade que vive sob o império sombrio da norma, da regularização que se impõe ao sujeito subsumindo-o e impondo às relações sociais suas estratégias como naturais da sociedade.

Convém não esquecer que a desigualdade é a condição histórica que se repõe constantemente ganhando novos contornos e aprofundando-se: o aumento do desemprego, a deterioração do emprego formal, a extrema concentração de renda, a fome, a vida como sobrevivência, são o desdobramento de uma história anunciada de uma exploração desmedida perpetrada pelo processo de crescimento que não gera desenvolvimento, apesar da retórica.

Mas o cidadão desprovido dos conteúdos da cidadania continua se reproduzindo numa luta constante pela sobrevivência e nela a consciência de que reduzido a suas necessidades básicas (comer, beber, dormir,) realiza a condição inicial e natural de sua vida como o outro do humano. Daí a resistência!

Os movimentos sociais sinalizam, portanto, a consciência da “privação”, e portanto, sua leitura não pode fechar-se à esfera dos bens necessários a realização da vida, posto que iluminam a escala da realização dos desejos de criação de um projeto capaz de abrir-se para a construção de uma outra sociedade. Não se referem, portanto à escala, do ter – presa a necessidade e ao consumo. As lutas surgem nos interstícios da vida cotidiana como consciência das desigualdades vividas em vários planos. Portanto as resistências apontam um único significado reunindo várias perspectivas (bandeiras) nas quais se realiza a desigualdade e a privação constituidoras da vida metropolitana. Ao se unirem os movimentos reivindicatórios questionam aquilo que funda nossa sociedade: a apropriação diferencial da riqueza, a desigualdade, os desmandos do poder. Movem-se no sentido de questionamento da lógica do crescimento e das alianças políticas que se realizam contra o social. Aparecem como luta pelo espaço da metrópole, por um espaço democrático aonde possam exprimir-se e decidir sobre seu destino.

Assim as lutas introduzem e exigem práticas democráticas postando na mesa de negociações os interesses da sociedade como um todo contra os interesses dos empresários, como realização objetiva de lucros seja nos setores diretamente produtivos, seja no plano dos investimentos e da especulação.Portanto, a renda é significativa mas não revela a extensão da crise urbana que é antes, social.

O recurso irracional à força impede o diálogo e amordaça a livre manifestação da discordância, fundamento da democracia.

Ana Fani Alessandri Carlos

Lutar apenas pela volta da tarifa na cidade de São Paulo para 3 reais é sofrer de “síndrome de lhama”. O Movimento Passe Livre diz querer mais; a sociedade precisa entender a si para exigir muito mais!

Abraços a todos!

protestos: imprensa mostrando o melhor do jornalismo

Olá!

Segue um artigo da Le Monde Diplomatique Brasil:

Técnicas para a fabricação de um novo engodo, quando o antigo pifa

por Silvia Viana

Um bom começo para a reflexão que deve se seguir ao dia de ontem (e acompanhar aqueles que virão): observar atentamente a reconstrução do discurso da grande mídia.

Nesse momento, é possível assistir, com nitidez cristalina e ao vivo, cada etapa da linha de produção de uma nova ideologia. E já que a mercadoria ainda não está pronta, é fundamental tomarmos nota de seus componentes para não corrermos o risco de fornecer matéria-prima.

As anotações que se seguem são relativas à audiência da cobertura do Globo News de ontem e da quinta-feira passada; do Jornal da Record e do Jornal do SBT de ontem; e do Cidade Alerta de quinta (sim, eu ainda tenho estômago):

O elemento central do discurso que ora se monta é a minimização dos fins em relação aos meios.

Ao longo das duas horas que assisti a Globo News, em momento algum foi discutida a questão do aumento das tarifas. O fundamental são os meios: o manifesto foi violento ou não, houve, ou não, negociação entre as partes, quais os trajetos e pontos ocupados, quantas pessoas aderiram etc.

Essa técnica tem um foco político autoevidente: ignorar o objetivo do movimento; e outro opaco: apontar para a Manifestação como um fim em si.

Não os subestimemos, a manobra é esperta, pois reflete uma forma de fazer política que tem se tornado usual em SP: ocupar espaços públicos por ocupar, “sem bandeiras”, “por amor”, “porque a cidade é nossa” etc.

Desse modo, a manifestação se assemelha a uma forma de terapia: faz bem, é gostoso, alivia frustrações etc. Ela é democrática, logo, vale por si mesma…

Mas não mencionar o verdadeiro mérito da questão é apenas uma das técnicas de anulação da causa e, nesse momento, seria frágil, não fosse a técnica complementar de abstração dos fins: “não são só 20 centavos, não é só o transporte, não é só a copa…”. As negativas crescem até que o protesto pareça um movimento por nada.

Por outro lado, é importante construir uma falsa positivação, também ela vaga. Uma matéria significativa foi feita na Globo News nesse sentido (e reprisada duas vezes): os repórteres entrevistaram pessoas aleatórias na passeata, cada qual com uma demanda diferente e nenhuma delas referente à finalidade concreta do ato: “saúde”, “educação”, “segurança” etc.

Essa tipificação clássica e simplificadora é útil, pois, por um lado, compartimenta a política em módulos passíveis de gestão, excluindo a estrutura que as amarra; por outro, recusa soluções imediatas – por exemplo, a exigência é por educação, e não pelo aumento de 17% para os professores da rede municipal. Nesse âmbito médio, tanto a crítica sistêmica quanto a exigência do movimento se esfumam.

Nesse tópico (abstração dos fins), cabe um comentário: assisti aos dois blocos finais do Roda Viva, com os líderes do Movimento Passe Livre, sua postura foi um belo antídoto contra o que estou descrevendo: eles afirmaram que as passeatas são sim pela redução dos 0,20.

A partir dessa “migalha” foi possível a construção de inúmeras contradições e a recomposição de questões estruturais: dos 20 centavos ao transporte, à estrutura urbana, ao sentido do público, chegando à matriz que, hoje, o organiza: o mercado.

Então vamos à terceira técnica no que tange aos fins.

Como eu afirmei antes, a classificação da política por nichos de demanda é útil por excluir a lógica estrutural subjacente.

Mas a mídia está fabricando uma amarração artificial: a “corrupção”. As palavras finais da âncora de um dos jornais do Globo News foram mais ou menos essas: “Encerramos, então, nossa cobertura desse dia de manifestações contra a corrupção, o superfaturamento e tudo o que está errado no país”.

A corrupção, que também é uma abstração, aparece como fonte original de todas as mazelas e móbile principal das expressões de descontentamento. Trata-se da falsa bandeira mais útil para a grande mídia por uma razão ideológica: ninguém em sã consciência seria favorável à corrupção, trata-se de uma bandeira imune ao conflito (que é o princípio da política). Mas é útil também por ser moeda valiosa nas negociatas entre as grandes empresas de mídia e os partidos e governos.

Por fim, a corrupção é um produto ideológico pronto. Ela aparece como um problema moral, portanto pontual, que toca apenas o poder público, e não tem relação alguma com o assim chamado “livre mercado”.

Também nesse ponto, o Movimento Passe Livre e sua reivindicação precisa, são uma criação política extraordinária.

É impossível discutir o aumento das tarifas sem nos darmos conta da origem sistêmica da corrupção: a relação, ao mesmo tempo espúria e estrutural, entre as empresas privadas (nesse caso, de transporte) e o poder público.

Dito isso, cabe pensar o gigantismo dos meios nos discursos midiáticos.

O ponto central é, evidentemente, o uso ou não da violência.

Quanto a isso, foi possível acompanharmos quatro momentos discursivos claramente delimitados:

1. “Os manifestantes são vândalos, bárbaros, imbecis e a polícia cumpriu muito bem o seu papel” (Marcante nesse momento foi aquela coisa proferida por Arnaldo Jabor, que dispensa adjetivações);

2. “Há uma violência equivalente de ambos os lados, a polícia está despreparada para lidar com esses malditos vândalos”.

3. A mudança no segundo discurso ocorreu ao vivo, durante a transmissão do ato de quinta-feira, em São Paulo: a tarja explicativa das imagens (não sei o nome técnico dessas tiras de engodo destilado) na Globo News afirmava: “briga e confusão no protesto…”.

Após a divulgação da notícia de que alguns repórteres haviam sido feridos, a frase mudou: “confronto no protesto…”.

Já a fala do âncora do Cidade Alerta se tornou esquizoide, oscilando entre posições irreconciliáveis contra e a favor da ação da polícia, do Estado, dos manifestantes, da violência.

4. O quarto momento é (está sendo) a reorganização desse ponto de ruptura. Os telejornais já não podem manter o primeiro ou o segundo discursos, não apenas pela aprovação popular às manifestações, mas porque o reacionarismo anti-manifestação, que se alastrou nos últimos anos, apareceu em seu paradoxo de modo irrecusável: não é possível defender a democracia e ser contra o conflito.

Visto que, de uns dias para cá, ficou inviável associar qualquer forma de dissenso à violência (oh! Meu direito de ir e vir…), a solução, por ora, é negar o conflito por outra via: o problema não são as manifestações, mas o momento em que elas “descambam” graças a alguns “elementos extremistas desgarrados”.

Esses, que passaram do total de manifestantes, no primeiro momento, a parte do movimento, no segundo, tornaram-se uma exceção que deve ser prontamente eliminada.

Ontem, esse argumento apareceu de modo sutil na Globo News através de uma interminável e repetitiva entrevista a um repórter que acompanhou os conflitos no Rio – sua visão “objetiva” dispensou o âncora de articular a mentira de forma direta.

Já no Jornal SBT, bem menos sofisticado, a balela era escancarada, algo como: “a imensa maioria é pacifista e apenas quer se manifestar, os demais são aproveitadores que só querem fazer baderna; para esses, a força policial ainda é indispensável e deve ser enérgica”.

Mais uma vez, os fins somem: uns estão lá para uma linda terapia de massa, outros para fazer baderna.

Essa dualização ficou plasmada na transmissão ao vivo da Record. Intencionalmente ou levados por algum tipo de automatismo inconsciente, os editores dividiram a tela ao meio: de um lado, imagens dos manifestantes na Av. Paulista, em um ponto no qual já não caminhavam, pois haviam chegado a seu destino; do outro, imagens dos confrontos no Rio de Janeiro. Naquela metade, a imagem estava clara e brilhante; na outra, a iluminação vinha das fogueiras, tudo em volta era escuridão. A narração confirmava a edição (lembremo-nos: edição, pois as imagens em São Paulo eram ao vivo e as do Rio, corriam em loop): o bem e o mal, o aceitável e o inaceitável.

Através dessa simplificação é possível a construção, não apenas de um novo discurso, mas também de uma nova pauta: o importante é a Paz!

Os meios, então, se convertem, ainda uma vez, em objetivo e o reacionarismo se segura como pode, rearticulando os acontecimentos sob a chave-mestra da ideologia contemporânea: a segurança.

Outra técnica para lá de esperta, pois a mídia não apenas desloca o conflito verdadeiro, como dá a pinta de ter matizado seu segundo momento discursivo (e as “desculpas” do Seu Jabor se encaixam aqui); ou seja, a noção de que há uma equivalência de forças e razões entre manifestantes e o aparato repressivo dos estados, se mantém: os policiais ainda “apenas reagem”.

Há ainda muito a se refletir se partirmos desse material asqueroso que subitamente se tornou rico (para quem quer pensar, é claro!): o retorno de uma patriotada descabida (nada como uma ideologia basilar como a Nação para nublar o conflito); os descontentamentos específicos que ficaram de escanteio, como os reais motivos das manifestações contra a copa (o problema não é a corrupção, mas o fato de que os grandes eventos são, em si mesmos, a subtração de tudo o que ainda possa haver de público); o ponto de inflexão que foi a brutalização dos jornalistas na quinta-feira passada – e a ideia subjacente de que há os espancáveis e os não espancáveis; o uso descarado dos embates em torno das bandeiras partidárias nas manifestações; a fácil apropriação do slogan “acorda Brasil”, que poderia ter sido formulado pelo publicitário da Johnnie Walker, e por aí vai.

Mas muito ainda pode mudar tendo em vista a despolitização, pois se há algo ilimitado é a cara-de pau de nossa mídia monopolista, bem como o poder de urgência das ruas.

Eu acabei de escutar, no boteco aqui em frente, o Marcelo Rezende afirmando: “eu também estou nas ruas com eles”. Para que não esteja, e saiba que não está, vale a pena escutar quem importa. O atendente do boteco, um motoboy e um morador de rua, que presta serviços esporádicos para o comércio local, conversavam: “Eles estão certos, quem é pobre que sabe o que é pagar ônibus”. “Mas tem o vandalismo…”. “Eu acho que só não tem que quebrar comércio pequeno, se quebrar o Congresso vou achar ótimo”. “Não é vandalismo não, que vandalismo é quando não tem porquê”

manifestações e apartidarismo: o início da pós-política?

Olá!

protesto1

(…) devemos nos despedir das nossas maneiras de pensar, sentir e agir; dos nossos conceitos, hábitos, prenoções; das nossas sensações e desejos. (…) Se a sedução pode terminar em desilusão bem pode ser porque a demanda é impossível de satisfazer. Para alguns, porque precipita na angústia de não saber se a dívida foi definitivamente paga ou se há, ainda, alguma promissória esquecida disposta a nos surpreender desprevenidos. Para outros, porque a ascese pode revelar-se asfixiante pois aceitar a repetição condena à condição do eterno aprendiz. (Um século à espera de regras – HELOÍSA RODRIGUES FERNANDES)

Quem conhece um mínimo sobre quem escreve neste blog sabe que o título do post traduz uma provocação. A pergunta não significa uma sugestão. Talvez seja uma pergunta retórica.

As manifestações de rua evidenciam uma capacidade (potencial; ainda posta à prova) de rompimento da inércia. Mas isso, por si, não basta, muito pelo contrário.

Tenho visto com pesar a tendência de negação da política “tradicional” feita até por ditos especialistas. As manifestações seriam “apartidárias”, “povo livre de amarras ideológicas ou partidárias”, “apenas brasileiros clamando”, entre outros slogans “bunitinhos”.

Essa forma tão inovadora de fazer política não parece tão nova ou exclusividade das ruas das cidades brasileiras. Occupy em Nova York, manifestantes apartidários na Grécia, movimento da Primavera Árabe. Mas… O que resultou disso até agora? Esse movimentos estão próximos do esquecimento, foram marginalizados ou cooptados por forças conservadoras.

Alguns conjuntos de manifestantes nas ruas clamavam por: redução das tarifas de transporte público; contra a PEC37; contra a PEC33; contra a lei do nascituro; contra o deputado Feliciano; contra os gastos da Copa das Confederações; contra a corrupção; contra a permanência da atual idade de maioridade penal; contra o governo Alckmin; contra o governo Dilma. (!) Quantas coisas! Quantas contradições!

A ausência de um projeto para a sociedade é tão clara quanto a afirmação de suposto apartidarismo dos manifestantes. Mas não se transforma a sociedade sem política, sem organização através de movimentos dotados de ideologia, de estrutura e de objetivos claros – imediatos e distantes – concordantes com a visão de sociedade que está dada na organização, visão constituída de forma democrática nas bases do grupo político.

Há quem queira reinventar a roda com novas formas de fazer política. Mas inda não…

Garimpando a internet, encontrei esse texto no site da Carta Capital:

Mundo em crise, esquerda em crise, jovens nas ruas. E daí?
O sistema não conhece oposição. E isto é talvez mais grave do que a crise em si.

Publicado no distante ano de 2011, parece profético em relação aos acontecimentos recentes no Brasil.

Talvez até por decorrência da orfandade político-ideológica, setores do pensamento de esquerda abandonam a  resistência e a militância, abalados pelo que Hegel chamava de ‘hipocondria do antipolítico’, caracterizada pelo desalento e a depressão que normalmente se seguem a uma grande derrota. Esta de agora é, ainda,  o autodesmoronamento da URSS. A angustia de uns leva à inação; noutros setores transforma-se na auto-entrega aos ditames ideológicos do discurso único e aos apelos materiais do statu quo. As atuais gerações vêem seus tempos se dissiparem, e quando caminham na direção do horizonte este parece se afastar. Como o futuro transforma-se numa quimera, resta viver o presente, a qualquer custo, a qualquer preço. Inclusive ao preço da renúncia aos seus próprios valores. (Roberto Amaral)

Talvez fosse tempo de voltar ao velho conceito de anomia em Durkheim…

Abraços a todos!

mais… protestos de rua!

Olá!

“O reajuste foi menor que a inflação, tanto no ônibus da Prefeitura quanto no metrô e no trem. O objetivo é que os ganhos de eficiência e produtividade sejam transferidos ao usuário do sistema. Não pretendemos voltar atrás dessa decisão” (Alckmin)

onibus e metro x inflação

A imagem acima é parte de uma animação flash que pode ser vista em http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-metro-onibus-sp/

Abraços a todos!