Apolônio de Carvalho

Olá!

Quem é Apolônio? Nesses tempos de protestos aqui e lá (protestos no Brasil, na Europa, nos EUA, na Turquia, no Egito…) ter em mente que a organização popular é um processo de longa data, que envolve doação pessoal e riscos, é fundamental. Apolônio ilustra essa doação, essa solidariedade tão humanitária.

Lutou contra: ditaduras no Brasil, ocupação nazista na França, o governo fascista de Franco da Espanha. Personificando a ética weberiana de convicção, independente dos resultados de cada luta, manteve-se em campo para viabilizar seu ideal de humanidade.

Sobre Apolônios, foi escrito no site Wikipédia:

Apolônio de Carvalho foi uma figura ímpar no cenário da vida política brasileira. Poucos como ele viveram com tanta intensidade a «paixão» que o impeliu, desde os seus anos de cadete da Escola Militar de Realengo, a engajar-se na luta pelos ideais socialistas e contra os regimes de opressão, com uma dedicação que se manifestou em todos os episódios vividos: da militância no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e na ANL (Aliança Nacional Libertadora) à participação na Guerra Civil Espanhola e na Resistência Francesa contra o fascismo; da luta clandestina contra o período militar no Brasil, como membro do PCBR, à militância no PT, desde o momento da fundação do partido até sua morte.
Apolônio de Carvalho era filho de um soldado sergipano e de mãe gaúcha. Teve contato com a política bem jovem, na época em que cursou a escola militar, conforme disse à revista Teoria e Debate em 1989: “Em fins de 1933 eu já era oficial, achava que era necessário mudar a sociedade brasileira”, contou ele.
Dois anos depois, ajudou a criar a ANL: “um colega do Rio Grande do Sul, um capitão do Exército, me falou da ANL (…) Então, eu participei da organização dessa frente popular”, sendo considerado um traidor, pois passou a não comungar mais com os valores que defendia e não se afastou da carreira militar.
Preso em 1936 pelo governo de Getúlio Vargas, tem sua patente militar destituída e é expulso do Exército.
Com a saída da prisão em junho de 1937, Apolônio ingressa no Partido Comunista Brasileiro. Segundo disse Apolônio a Teoria e Debate, o ideário do PCB “era muito parecido com o da ANL: contra os monopólios estrangeiros, pela reforma agrária, pela autonomia sindical, pelas liberdades sindicais, pelas amplas conquistas sociais”. Recebe a orientação de embarcar para a Espanha onde, juntamente com outros vinte brasileiros, combaterá nas Brigadas Internacionais ao lado das forças Republicanas contra os fascistas liderados pelo general Francisco Franco.
Apolônio deixa a Espanha juntamente com as Brigadas Internacionais em fevereiro de 1939 e parte para a França, onde permanece em campos de refugiados até maio de 1940, quando consegue fugir do campo de Gurs, dirigindo-se a Marselha. É nesta cidade portuária que ele ingressa na Resistência Francesa, em 1942, da qual se torna comandante da guerrilha dos partisans para a região sul, com sede em Lyon. É também em 1942 que conhece Renée, uma jovem militante comunista da Resistência, que se tornaria sua companheira para o resto da vida. Em janeiro de 1944, Apolônio e Renée se instalam em Nîmes, onde em fevereiro, se organiza o ataque à prisão daquela cidade, libertando 23 militantes da Resistência. Em maio, mudam-se para Toulouse. Em agosto, Apolônio comanda a liberação de Carmaux, Albi e Toulouse. Em novembro, nasce o primeiro filho do casal, René-Louis. Por sua coragem, é considerado um herói na França, onde foi condecorado com a Legião de Honra.
O fim da guerra encontra a família em Paris, de onde embarca no ano seguinte para o Rio de Janeiro. Em 1947 nasce o segundo filho do casal, Raul. Apolônio, Renée e as duas crianças passam a viver na clandestinidade, militando entre Rio e São Paulo até 1953, quando ele parte para um curso na União Soviética que dura cerca de quatro anos. Em 1955, Renée o encontra em Moscou e, em 1957, a família está de volta ao Brasil, vivendo na semi-legalidade, situação que se estende até o golpe militar de 1964.
Na década de 1960, participou da oposição popular ao regime militar. Logo após o golpe de 1 de abril de 1964, Apolônio passa a viver em profunda clandestinidade no estado do Rio de Janeiro, longe da família. Em conseqüência das divergências com o Comitê Central do Partido Comunista (do qual era membro) Apolônio e a Corrente Revolucionária do Estado do Rio deixam o PCB, em 1967. Em abril do ano seguinte, juntamente com Mário Alves, Jacob Gorender e outros dissidentes, Apolônio fundará o PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).
Em janeiro de 1970, no bojo de quedas que atingiram dezenas de militantes do PCBR, Apolônio e Mário Alves são presos no Rio e Jacob Gorender em São Paulo. Todos são interrogados e Mário Alves, desaparecido. Em fevereiro, os filhos Raul e René-Louis também são presos.
Em junho, Apolônio e outros 39 presos políticos brasileiros chegam a Argel, trocados pelo embaixador alemão, seqüestrado por um ato terrorista do comando revolucionário no Rio de Janeiro. René-Louis será libertado em 1971, trocado (juntamente com 69 outros presos políticos) pelo embaixador da Suíça. Raul sai da prisão no ano seguinte. Depois disso que Renée deixa o Brasil e a família se reúne em Paris.
Durante os anos que teve de ficar fora das terras brasileiras, mantém contato com o Brasil e se articula com os exilados no exterior. A volta ao Brasil será em outubro de 1979, depois da Anistia de agosto daquele ano.
No fim dos anos 70, aproximou-se dos grupos que então trabalhavam para criar o PT, tornando-se um de seus fundadores. “Nós tivemos uma imensa simpatia pelo PT”, disse ele. “Em fevereiro de 1980, quando se lança (o partido) oficialmente, vemos o primeiro partido de esquerda em todo o século que pleiteia, como um de seus traços essenciais, a conquista da legalidade”.
Permanece na direção do novo partido até 1987, quando se afasta por orientação médica.
Apesar das limitações da saúde e da idade, Apolônio prossegue um militante que não se furtará jamais aos debates e à manifestação pública de suas posições de socialista convicto. Um socialista que soube combater criticamente as distorções do socialismo real mas que, nem por isto (ou por isto mesmo), a queda do muro de Berlim ou o diversionismo das teorias propagadas pelo capital conseguiram dobrar.
Entusiasta das ações praticadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao qual sempre prestou apoio e junto ao qual esteve sempre presente, frente ao que não abriu mão da crítica ou da esperança. Para ele, um novo mundo (socialista) era sempre possível e poderá estar sempre ao alcance de nossas mãos, desde que estejamos dispostos a nos organizar e a lutar por ele.

(fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Apol%C3%B4nio_de_Carvalho)

Abraços a todos!

algo sobre o vestibular… UEL

Olá!

uel

Londrina é uma cidade bela e acolhedora. A Universidade Estatual de Londrina é uma instituição de excelente qualidade e com um campus que se insere entre os mais bonitos que eu já vi. Seu vestibular é de boa qualidade, não apresenta questões regionais (“geografia do Paraná”), mas guarda algumas peculiaridades que merecem a atenção dos candidatos.

Segue no link abaixo um relatório sobre o vestibular UEL.

Relatório do vestibular UEL

Ainda entre as boas coisas da UEL, a comissão do vestibular disponibiliza as provas antigas com análise das respostas. Vale dar uma olhadinha na Coordenadoria de Processos Seletivos.

Abraços a todos!

Até o momento, os filósofos apenas interpretaram o mundo; o fundamental agora é transformá-lo.

Olá!

Em março de 2011 o site “outras palavras” (outraspalavras.net) publicava a seguinte machete:

primavera1

Poucos dias antes, o presidente do Egito das últimas três décadas (!), Mubarak, tinha renunciado à presidência evidenciando, quem sabe, a vitória dos manifestantes. Será?

O portal UOL publicou está foto sobre os protestos no Egito (protestos de 2013!) contra o presidente Mursi.

primavera2

Há uma sensação de “nada mudou”?!

As manifestações da chamada Primavera Árabe começaram com o “enxameamento” baseado em redes sociais. No Egito (e no Brasil) os manifestantes desprezaram (até hostilizaram) os partidos e sindicatos no processo de pressão política. Mas qual foi o resultado?

  • Enfraquecimento das elites no poder;
  • substituição por outras elites constituídas.

A sociedade egípcia, assim como a brasileira, apresenta poucos grupos com capacidade de influenciar as estruturas de poder (elites competitivas). Sendo “elites”, não há representatividade de fato junto a amplas camadas da sociedade.

O resultado:

  • Essa sensação de “quase vitória” que resulta das manifestações:
  • no Egito, substituição de Mubarak por um representante da Irmandade Islâmica, Mursi, que sofre agora pressão de um outro grupo organizado do país – os militares;
  • no Brasil a redução das tarifas do transporte coletivo foi possível através do aumento do repasse de verbas das prefeituras às empresas privadas de ônibus.

A sociedade precisa pensar a si de forma séria.

“Até o momento, os filósofos apenas interpretaram o mundo; o fundamental agora é transformá-lo.”

Parece urgente uma nova e adequada interpretação do mundo para que sua transformação tenha direção correta.

O artigo do site “outras palavras” pode ser lido clicando no link a seguir: Rebeldes com causas — mas sem líderes

Abraços a todos!