Até o momento, os filósofos apenas interpretaram o mundo; o fundamental agora é transformá-lo.

Olá!

Em março de 2011 o site “outras palavras” (outraspalavras.net) publicava a seguinte machete:

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Poucos dias antes, o presidente do Egito das últimas três décadas (!), Mubarak, tinha renunciado à presidência evidenciando, quem sabe, a vitória dos manifestantes. Será?

O portal UOL publicou está foto sobre os protestos no Egito (protestos de 2013!) contra o presidente Mursi.

primavera2

Há uma sensação de “nada mudou”?!

As manifestações da chamada Primavera Árabe começaram com o “enxameamento” baseado em redes sociais. No Egito (e no Brasil) os manifestantes desprezaram (até hostilizaram) os partidos e sindicatos no processo de pressão política. Mas qual foi o resultado?

  • Enfraquecimento das elites no poder;
  • substituição por outras elites constituídas.

A sociedade egípcia, assim como a brasileira, apresenta poucos grupos com capacidade de influenciar as estruturas de poder (elites competitivas). Sendo “elites”, não há representatividade de fato junto a amplas camadas da sociedade.

O resultado:

  • Essa sensação de “quase vitória” que resulta das manifestações:
  • no Egito, substituição de Mubarak por um representante da Irmandade Islâmica, Mursi, que sofre agora pressão de um outro grupo organizado do país – os militares;
  • no Brasil a redução das tarifas do transporte coletivo foi possível através do aumento do repasse de verbas das prefeituras às empresas privadas de ônibus.

A sociedade precisa pensar a si de forma séria.

“Até o momento, os filósofos apenas interpretaram o mundo; o fundamental agora é transformá-lo.”

Parece urgente uma nova e adequada interpretação do mundo para que sua transformação tenha direção correta.

O artigo do site “outras palavras” pode ser lido clicando no link a seguir: Rebeldes com causas — mas sem líderes

Abraços a todos!