Drogas: o Uruguai e a regularização da maconha

Olá!

O Uruguai tem se colocado na vanguarda na América Latina, ou melhor, mundial. Além de ter recentemente descriminalizado o aborto (até a décima segunda semana de gestação) e legalizado o casamento entre pessoas do mesmo sexo, debate no congresso do país a legalização e regularização da distribuição de maconha pelo Estado.

Apesar de ser um tema polêmico é louvável a sociedade uruguaia colocar o problema em debate. Assim, argumentos míticos, religiosos e fantasiosos podem ser postos de lado com vista a uma resolução mais democrática do problema (independentemente dos resultados da votação no Congresso do país).

Para aclarar o tema, seguem algumas informações:

1. Entrevista com o sociólogo uruguaio responsável pelo projeto. Foi publicada na Folha.

Sociólogo que coordena projeto de legalização da maconha no Uruguai defende controle estatal

2. Quadro-resumo com alguns aspectos importantes relacionado com o projeto uruguaio. Foi publicado por O Globo

drogas uruguai

3. Entrevista realizada pelo sociólogo Emir Sader com o presidente do Uruguai José Mujica.

4. Documentário “Quebrando o Tabu”, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sobre os problemas da criminalização de algumas drogas assim como a tendência consequente de militarização para combate ao tráfico e consumo.

5. Para relaxar, um pouquinho de humor… (confiante que ficará no ar…)

Na esperança de que mais informações permitam uma inserção mais madura nas discussões do tema.

Abraços a todos!

Tibet

Olá!

images

O filme “Sete Anos no Tibet”, estrelado por Brad Pitt, foi lançado em 1997, menos de dez anos após os levantes em Lhasa – capital do Tibet. Uma descrição mais vulgar e direta resumiria o filme como muito bonito: bela fotografia inspirada nas paisagens montanhosas do Tibet (as locações foram nos Andes argentinos); uma respeitável interpretação de Brad Pitt; um roteiro que evidencia construção dos personagens ao longo da trama.

Trata-se, entretanto, de um filme baseado em um livro nada imparcial sobre as relações do Tibet com a China comunista. Como um “livro de viagem”, baseado em experiências pessoais, não constrói a geopolítica regional e internacional que ajudariam a entender de forma mais clara as tensões na região. Em resumo, o filme acabou municiando os independentistas tibetanos (no Tibet ou, frequentemente, fora dele).

O filme não deixa de apresentar a biografia do autor do livro (e personagem principal), Heinrich Harrer. Mas é uma apresentação bastante pobre que se perde ao longo da trama. O site Wikipedia diz que “Com a ascensão do partido Nazista na Áustria, Harrer tornou-se membro da SS, tendo em 1938 integrado uma expedição alemã ao Nanga Parbat nos Himalaias, atualmente parte do Paquistão. Após o início da II Guerra Mundial em 1939, Harrer foi capturado pelo exército colonial britânico. Em 1944 conseguiu fugir junto com Peter Aufschnaiter e após 21 meses em fuga conseguiu atravessar as altas montanhas até ao Tibete, onde ficou durante sete anos, tendo estabelecido amizade com o jovem Dalai Lama, ficando conhecido como o Professor do Lider Espiritual. Após a ocupação chinesa do Tibete em 1950, Harrer regressou à Àustria onde documentou as suas aventuras nos livros Sete Anos no Tibete e Lost Lhasa”. Talvez não fosse interessante explicitar a relação do autor e personagem principal com o nazismo.

Mesmo sendo um livro baseado em experiência pessoal – com evidente parcialidade contra a China comunista – os produtores do filme resolveram abolir uma passagem do texto original. O personagem de Pitt não cita, quando da ocupação da região por tropas de Pequim, que “Deve-se dizer que durante essa guerra as tropas chinesas se mostraram disciplinadas e tolerantes e os tibetanos que foram capturados e depois libertados diziam que haviam sido bem tratados”, presente no original (segundo Duarte Pereira).

O filme pode ser inserido em um esforço de desinformação para que o Ocidente não entenda adequadamente as tensões na região. Diferentemente da película americana, a realidade não é dotada de bonzinhos e malvados, maniqueísmo que só se presta ao acobertamento de problemas da realidade.

Como esforço para melhor entendimento das relações históricas da China com o Tibet, segue um texto do jornalista Duarte Pereira.

conflito no tibet

Abraços a todos!

massacres de populações indígenas na Índia

Olá!

Sem maior alarde pela imprensa, seguem massacres de populações civis no oeste da Índia.  A região é área de ocorrência da guerrilha marxista-maoísta. Daí, a denominação da região de “Corredor Vermelho”. Veja o mapa abaixo:

corredor vermelho

Nas áreas de instabilidade pela ocorrência da guerrilha, há importantes jazidas de recursos naturais com calcário, urânio e ferro, recentemente concedidas para exploração por empresas multinacionais.

Diante das resistências da população local às expropriações de suas terras e a dilapidação da riqueza natural o governo da Índia atua com violência sob a cobertura de “combate à guerrilha”.

Veja o artigo do portal Opera Mundi clicando no link abaixo:

Execuções e extrativismo são rotineiros em territórios indígenas da Índia

Abraços a todos!