preparação ENEM

Olá!

Educação formal… Cumpre, com uma criminosa frequência, papel adestrador das mentes dos educandos. Esse procedimento limitativo das potencialidades dos alunos já foi bastante útil em uma sociedade passada, em paradigma industrial, no qual os trabalhadores precisavam de treino para o eventual cumprimento de ordens em funções repetitivas nas linhas de montagens das fábricas. Claro que vem à mente a insana linha de montagem mostrada no filme Tempos Modernos.

Na atualidade, em um paradigma “pós-industrial”, há necessidade de trabalhadores flexíveis, com capacidade de aprendizagem constantes através dos problemas que se apresentam no cotidiano. Enquanto isso, a escola, com suas disciplinas estanques e ensino que prepara para provas (provas regulares nas escolas e, eventualmente, exames vestibulares), teima em não cumprir essas exigências sociais. É claro que uma escola que não consegue preparar alunos para o mercado de trabalho está inacreditavelmente distante de uma preparação plena da pessoa com vistas à inserção crítica na sociedade.

Inúmeras críticas já foram feitas sobre esse modelo de escola:

Em dois textos bastante ácidos, Rubem Alves defende a mudança sobre um dos cânceres da educação: os exames vestibulares. Em sua argumentação, enumera vantagens pedagógicas, sociais e éticas na substituição dos vestibulares atuais por “sorteios universais” das vagas entre os alunos que reuniram as condições burocráticas de ingresso nas instituições superiores.

Leia os dois textos em A Utopia do Fim do Vestibular

A ideia de substituição dos vestibulares por sorteios das vagas parece risível. Mas os argumentos merecem, no mínimo, alguma reflexão.

Ao final do segundo texto, entretanto, Alves sugere um exame de final de Ensino Médio no qual, mediante aprovação, o aluno estaria apto para os sorteios de vagas. Talvez nós tenhamos caminhado ligeiramente nessa direção nos últimos anos.

O ENEM é um evidente facilitador do acesso de populações diversas ao Ensino Superior. Prova única com a qual o aluno pode se candidatar a diferentes instituições de Ensino Superior. Além disso, a prova se distancia dos vestibulares tradicionais – leia-se: FUVEST – nos quais a memorização de informações é aspecto essencial. No ENEM, uma prova pautada por habilidades e competências, a exigência de memorização de informações torna-se reduzida assim como a validade dos estranho recursos mnemônicos com as musiquinhas e frases sem sentido usadas exaustivamente nas diferentes disciplinas para guardar informações de validade questionável.

Como uma mostra da evolução das questões de vestibular, desde questões que exigem ridícula memorização até as questões de vestibulares ou provas mais elaboradas na atualidade, veja a apresentação abaixo:

preparação enem

Antes de encerrar, mais um texto de educação de Rubem Alves: As lições dos moluscos

Abraços a todos!