abastecimento de água 1

Olá!

cantareira

 

Há graves problemas no fornecimento e uso de água no Estado de São Paulo nos últimos anos. Esses problemas tem sido acobertados pelo discurso oficial e pela mídia conveniada ao poder. Agora, não há mais como esconder.

Como o problema tomou os noticiários é óbvio que o abastecimento de água ganhou força como assunto de vestibulares, especialmente em São Paulo (VUNESP, FUVEST, UNICAMP). Para melhor preparar os vestibulandos para essas eventuais questões e tentar, como sempre, apresentar uma forma crítica de entendimento de fenômenos sociais relevantes, inicio uma séria de posts intitulados “abastecimento de água”.

Neste primeiro post apresento uma entrevista publicada no portal Estadão com o professor Paulo Affonso Leme Machado. O entrevistado destaca a ilegitimidade e ilegalidade do sistema Cantareira que drena água de outras regiões (Campinas) para abastecimento da região metropolitana de São Paulo. Atualmente, com a perspectiva de baixa do volume de água no sistema, o racionamento de água foi estendido aos municípios que fornecem água para São Paulo. Assim, mesmo havendo superávit na região metropolitana de Campinas, os municípios atravessam racionamento.

No link ao lado, a entrevista: capital não tem direito de tirar agua

O entrevistado cita a LEI Nº 9.433, DE 8 DE JANEIRO DE 1997. Assim segue a íntegra do seu texto: LEI 9433 1997

Para quem quiser, o Currículo Lattes do professor Machado.

Abraços a todos!

tempos de intolerância e ignorância…

Olá!

500mil

Haverá algum autor marxista sério que elogie a formação e estrutura dos GULAGS da União Soviética? Eu não conheço! Michael Löwy, pensador marxista brasileiro, assim descreve esses campos de prisioneiros da URSS no texto “Barbárie e Modernidade no Século XX”:

O Gulag era uma forma de barbárie moderna na medida em que era burocraticamente administrado por um Estado totalitário e colocado ao serviço de projectos estalinistas faraónicos de “modernização” económica da União Soviética. Mas ele caracteriza-se também por traços mais “primitivos”: corrupção, ineficácia, arbitrariedade, “irracionalidade”.

Acompanhando a (ainda enigmática) pergunta acima, qual será o cristão sério que faria um elogio às torturas da Inquisição? Se a resposta às duas perguntas parece, obviamente, negativa, a realidade, como sempre, acaba se mostrando mais complexa do que podemos antever.

A Ditadura Militar brasileira, estabelecida após o Golpe de 1964, foi o momento mais recente de constituição de um Estado de Exceção, no qual as Instituições foram dilapidadas com vista ao cumprimento dos objetivos dos que tomaram o poder: eliminação de toda e qualquer oposição, alcunhada de comunista.

Os anos de 1968 a 1974 foram marcados por prisões arbitrárias de cunho político, interrogatórios ilegais, sequestros, torturas, assassinatos e desaparecimento de corpos. Tudo feito em nome do que os setores conservadores da sociedade chamavam de democracia (!). Mas esse período passou… Mas há quem sinta falta!

Organizadores da nova “marcha da família” pedem a volta dos militares

Há um vídeo interessantes na reportagem do UOL.

Para aprofundar o tema, uma reportagem do portal Carta Maior: Viúvas da ditadura tentam reeditar Marcha da Família

Do mesmo portal Carta Maior, um artigo sobre a contribuição da imprensa no Golpe Militar de 64: Golpe de 1964: os jornais e a “opinião pública”

Ainda sobre o mesmo tema, no Blog do Sakamoto: Marcha à ré da Família com Deus em nome do Passado

Abraços a todos!

Crise na Ucrânia: o parecer russo

Olá!

Seguindo a ideia do post anterior, é difícil compor uma visão crítica se as fontes de informações são tendenciosas. O domínio da mídia americanófila nos noticiários acaba construindo uma realidade de fundo maniqueísta na qual, é claro, os americanos posam de “mocinhos”. É claro que não há “mocinhos” nessa história – em política externa, de modo geral.

Assim, ainda na tentativa de compor um quadro mais plural para formação de opinião, segue a íntegra da entrevista coletiva concedida pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, no último dia 4. Foi publicada pela Revista Forum.

putin

Para quem acompanhou o noticiário da Globo News nos últimos dias, há algumas surpresas: óbvias discordâncias entre a fala do presidente Putin e a interpretação dos jornalistas com canal de notícias. Vale a pena conferir…

Vladimir Putin responde jornalistas sobre a Ucrânia

Abraços a todos!

mais… Ucrânia!

Olá!

Ainda sobre a crise na Ucrânia, a revista Carta Capital publicou uma entrevista com Moniz Bandeira, historiador e cientista político. Muito importante como mais um recurso de contraposição à cobertura da “grande mídia” brasileira representada por Folha, organizações Globo, grupo Abril (revista veja!), reprodutores de meios de imprensa dos EUA ou americanófilos.

image_preview

A Segunda Guerra Fria
À diferença do conflito original do século XX, desta vez a briga não se alimenta da ideologia, mas de interesses estratégicos dos EUA e da Rússia

Abraços a todos!