tempos de intolerância e ignorância…

Olá!

500mil

Haverá algum autor marxista sério que elogie a formação e estrutura dos GULAGS da União Soviética? Eu não conheço! Michael Löwy, pensador marxista brasileiro, assim descreve esses campos de prisioneiros da URSS no texto “Barbárie e Modernidade no Século XX”:

O Gulag era uma forma de barbárie moderna na medida em que era burocraticamente administrado por um Estado totalitário e colocado ao serviço de projectos estalinistas faraónicos de “modernização” económica da União Soviética. Mas ele caracteriza-se também por traços mais “primitivos”: corrupção, ineficácia, arbitrariedade, “irracionalidade”.

Acompanhando a (ainda enigmática) pergunta acima, qual será o cristão sério que faria um elogio às torturas da Inquisição? Se a resposta às duas perguntas parece, obviamente, negativa, a realidade, como sempre, acaba se mostrando mais complexa do que podemos antever.

A Ditadura Militar brasileira, estabelecida após o Golpe de 1964, foi o momento mais recente de constituição de um Estado de Exceção, no qual as Instituições foram dilapidadas com vista ao cumprimento dos objetivos dos que tomaram o poder: eliminação de toda e qualquer oposição, alcunhada de comunista.

Os anos de 1968 a 1974 foram marcados por prisões arbitrárias de cunho político, interrogatórios ilegais, sequestros, torturas, assassinatos e desaparecimento de corpos. Tudo feito em nome do que os setores conservadores da sociedade chamavam de democracia (!). Mas esse período passou… Mas há quem sinta falta!

Organizadores da nova “marcha da família” pedem a volta dos militares

Há um vídeo interessantes na reportagem do UOL.

Para aprofundar o tema, uma reportagem do portal Carta Maior: Viúvas da ditadura tentam reeditar Marcha da Família

Do mesmo portal Carta Maior, um artigo sobre a contribuição da imprensa no Golpe Militar de 64: Golpe de 1964: os jornais e a “opinião pública”

Ainda sobre o mesmo tema, no Blog do Sakamoto: Marcha à ré da Família com Deus em nome do Passado

Abraços a todos!