Estado de crise

Olá!

fim

A crise de 2007 se notabilizou em vários aspectos: maior crise desde a década de 1930; maiores volumes financeiros comprometidos na histórica; atingiu os (ou melhor, se originou nos) chamados países desenvolvidos. Mas não parou por aí…

A crise dos anos 2000 foi menos impactante que a crise de 1929 porque o mundo aprendeu algumas lições. A economia liberal do início do século XX acreditava no não intervencionismo de Estado. Mas as falências em massa dos bancos após o crash da “quinta-feira negra” de outubro de 1929 ensinaram aos economistas e aos políticos que o Sistema Financeiro não pode ficar à merce das tempestades da economia. E ainda mais, o ideal keynesiano abriu margem para a regulação do Sistema para evitar novas crises. Leis foram criadas com vistas ao funcionamento mais responsável dos bancos privados na década de 1930.

Todo esse ideal regulatório começou a ruir com a onda neoliberal nos anos 1980, um tsunami que atormenta até hoje. Dessa forma, todas as barreiras criadas desde meados do século XX para um funcionamento seguro dos bancos acabaram fora de moda. Daí, a crise de 2007, crise oriunda da desregulamentação do Sistema Financeiro (americano, europeu, mundial).

Como, entretanto, algumas lições ficam, Obamas e Merkels, entre outros, injetaram trilhões de dólares nas suas falidas e irresponsáveis instituições financeiras privadas, mas, ao mesmo tempo que atenuaram a crise, puderam encerrar suas ações mantendo o devaneio de licenciosidade no capitalismo mundial. Resultado: a crise não acabou; as crises estão se tornando mais graves, com espalhamento mais intenso e maior frequência. Da impressão que entramos em um “Estado de Crise”.

 

Para aprofundar, seguem três textos d retirados de meios de imprensa de grande circulação:

1. Luiz Gonzaga Belluzzo escreveu sobre os problemas do capitalismo contemporâneo em artigo na Carta Capital em setembro do ano passado. a crise é chinesa

2. Antônio Delfim Netto escreveu sobre os problemas financeiros da atualidade profetizando sua agudização na Folha de São Paulo em 27 de janeiro.dilema

3. Um artigo do Jornal do Brasil de 8 de fevereiro evidencia os acertos das preocupações de Delfim Netto. alerta de Delfim Netto

Abraços e boa sorte a todos!