Eleições na França 2

Olá!

Como um homem de 39 anos em partido recém-criado que nunca disputara eleição conquistou a Presidência da França? (Foto: AP Photo/Christophe Ena)

Terminou o segundo turno na França e, como as pesquisas apontavam, Macron sagrou-se vencedor, eleito presidente do país. Restam algumas considerações.

Rodolfo fez importantes colocações acerca do final do processo eleitoral e das dificuldades a serem enfrentadas pelo eleito, Macron.

Acompanhando a colocação do professor Rodolfo, Macron tem alguns problemas pela frente. Em primeiro lugar, validar o nome do Primeiro Ministro junto aos parlamentares. Isso pode ser difícil pois a eleição de Macron pode ser lida, em grande parte, como um voto anti-Le Pen. Os partidos de esquerda que não declararam voto no segundo turno ou que apoiaram Macron (ou se colocaram conta Le Pen) podem não compor com o presidente neste início de mandato.

Além disso – e quase favas contadas – a derrota de Le Pen não significa o fim político do clã ou, o que é mais importante, do seu discurso político. Ao longo dos últimos anos na França (Reino Unido; Europa em geral; EUA; Brasil; América Latina em geral) há uma guinada para a direita pautada por ideais como:

  • nacionalismo xenófobo;
  • valores tradicionais (incluindo religiosos);
  • entendimento do “outro” político como inimigo e não como adversário;
  • discurso político que nega a política;
  • domínio da forma (marketing de campanha, capacidade discursiva) sobre o conteúdo (partido político, coerência ideológica, plataformas políticas diversas como econômica, social, externa).

O fracasso do modelo neoliberal tornou a sociedade pobre no entendimento de si e no apontamento de alterações políticas sustentáveis. Como profetizou o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, os embates políticos estão dados entre a direita e a extrema direita.

Artigo do da DW trabalha esses assuntos da política francesa. Para ler, clique no link abaixo:

Apesar da derrota, Frente Nacional mostra força

Abraço e boa sorte a todos!